A cheia de 1937 assustou os castrenses . Motivo: o nível e volume de água pôs em risco a antiga e única ponte de rodagem . Soldados do Quartel do 5º R.C.D. foram mobilizados, a estrutura de madeira foi amarrada por cabos de aço à ponte de ferro que aparece na margem esquerda. Pedras foram colocadas sobre o piso para aumentar seu peso e evitar que rodasse. Aparecem também as chaminés da antiga Usina , onde funcionava uma serraria e um gerador de energia elétrica, responsável pela precária iluminação pública da época. Quase toda a madeira, serrada ou em toras foi levada pelas águas. As fotos 2 e 3, de datas não identificadas, mostram nitidamente o nível ; atingido; bem mais alto do que a atual cheia de 1983 . Nho Valucho Bannach nascido em janeiro de 1900, informa: — À cheia de 1937 foi de fato muito grande. Nho Dorico Barbosa , nascido em: 1899 acrescenta: — A cheia de 1908 , quando eu tinha 9 anos foi maior ainda. CASTR...
Quis o bom fado que acompanha nossa querida Castro , ainda um oásis, “malgré tout”, neste trágico Brasil, tão castigado, tão chicoteado pelas forças do homem e da natureza, quis a fortuna que a comemoração do centenário da imprensa santanense recaísse numa fase do impresso, mercê do idealismo de Fidélis Franco Bueno e de outros companheiros. Seria doloroso para nós festejar a data num desses períodos trevosos em que a cidade, tradição de civismo, cultura, história, não possuísse um jornal, para escrever mos sobre. . . jornais. Bem me lembro, com tristeza, desses vácuos vergonhosos, quando, por exemplo, ao acolher dados para a minha biografia de Cornélio Pires (outro que vai comemorar cem anos em 1984), falei com o saudoso, o sábio, o honrado Urbano Borges Martins . Me disse que, quando Cornélio andou pelo Paraná, nós não tínhamos um semanário para registrar o fato. Foi em 1883 que Rocha Pombo fundou o “Eco dos Campos”,...