Quis o bom fado que acompanha nossa querida Castro , ainda um oásis, “malgré tout”, neste trágico Brasil, tão castigado, tão chicoteado pelas forças do homem e da natureza, quis a fortuna que a comemoração do centenário da imprensa santanense recaísse numa fase do impresso, mercê do idealismo de Fidélis Franco Bueno e de outros companheiros. Seria doloroso para nós festejar a data num desses períodos trevosos em que a cidade, tradição de civismo, cultura, história, não possuísse um jornal, para escrever mos sobre. . . jornais. Bem me lembro, com tristeza, desses vácuos vergonhosos, quando, por exemplo, ao acolher dados para a minha biografia de Cornélio Pires (outro que vai comemorar cem anos em 1984), falei com o saudoso, o sábio, o honrado Urbano Borges Martins . Me disse que, quando Cornélio andou pelo Paraná, nós não tínhamos um semanário para registrar o fato. Foi em 1883 que Rocha Pombo fundou o “Eco dos Campos”,...
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